quinta-feira, 23 de setembro de 2010

"O Meio Ambiente" e "A Raiva" sobem ao palco do Cine Nacional

Grupo de dança “Os Peritos” durante uma actuação no palco da Trienal de Luanda

Fotografia: Paulino Damião

Depois do Cine Teatro Nacional ter registado, ontem, mais uma performance do Movimento Lev’Arte, que actuou com a declamação de poesia pela segunda vez na II Trienal de Luanda, o palco acolhe hoje, a partir das 16h00, a peça de teatro “O Meio Ambiente”, do grupo Nzila Ya Nzailo.

Trata-se de uma peça infantil que retrata a história de um menino que não quer tomar banho. A peça foi estreada no passado dia 16, no mesmo espaço, e segundo o actor Raul do Rosário, que faz parte do grupo de encenação, é uma obra que os pais e encarregados de educação devem dar a oportunidade das crianças apreciarem.

Ainda no palco do Nacional, o grupo Enigma Teatro vai apresentar hoje, às 21 horas, a peça “A Raiva”, que lhes permitiu arrebatar a sétima edição do Prémio Cidade de Luanda, na modalidade de Teatro.

Com certa ironia, “A Raiva” retrata uma família luandense que depois de lambida por um morcego começa a se transformar em animais raivosos. É uma sátira que questiona situações do quotidiano luandense.

Música é o que reserva, amanhã e sábado, a Trienal, quando subirem ao palco do Cine Nacional o percussionista Dalú, a banda Contraste e o poeta e músico Lukeny Fortunato, acompanhado pelo cantor Kool Klever. A ante-estreia do drama de Orlando Fortunato, “Batepá”, está prevista para domingo, às 18h30, numa exibição realizada com apoio do Instituto Angolano de Cinema, Audiovisuais e Multimédia (IACAM).

O filme alemão “O Desespero de Verónica Voss”, também no género drama, de R. W. Fassbinder, vai encerrar, às 21h00, o roteiro da semana cultural da II Trienal de Luanda, aberta no dia 12 deste mês.

Tertúlias literárias

A primeira tertúlia literária da II Trienal de Luanda aconteceu, na segunda-feira, com um encontro entre os poetas João Maimona e Lopito Feijó, que foi moderado pelo ensaísta, crítico e escritor Luís Kandjimbo.

A actividade durou cerca de três horas e constou do ciclo de conferências da II Trienal de Luanda, que estão programadas todas as segundas-feiras, no Cine Nacional.

A participação activa do público, no decorrer da tertúlia, levou Luís Kandjimbo a concluir que existem jovens interessados em obras poéticas de autores angolanos. Porém, aconselhou-os a terem espírito crítico, para amanhã serem bons escritores. “Para um dia se ser um bom autor primeiro tem de se ser um bom leitor”, realçou.

Francisco Pedro

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Declamção de poesia na Trienal de Luanda

Poetas do Movimento Lev'Arte ganharam um novo espaço para divulgação da poesia

Fotografia: Paulino Damião

A nova geração de poetas angolanos, pertencentes ao Movimento Lev’Arte, tem um novo espaço para a divulgação das suas criações literárias ao participarem no programa “Chuva de Poesia”, aberto na quarta-feira, no Cine Teatro Nacional, em Luanda.

Kardo Bestilo, do Lev’Arte, disse que o programa faz parte da II Trienal de Luanda, e tem periodicidade semanal.

O “Chuva de Poesia”, realizado na noite de quarta-feira, teve muita adesão do público, maioritariamente jovem.
Além da declamação, os poetas recorreram às artes cénicas para representarem sentimentos narrados nas poesias “Tua Vida é Minha”, “Lemba, Lembras-te” e “Choro de Homem”, do livro “Contro Verso”.
Num período de aproximadamente duas horas, os declamadores Pedro Belgio, Milton Fernandes, Tata Yetu, Ângelo Reis, Kapuete e Kardo Bestilo, preencheram o “Chuva de Poesia”, que volta ao mesmo espaço no dia 22, para retratar aspectos históricos de 1975 a 2010.

Kardo Bestilo encerrou o programa com a dramatização de “Tua Vida é Minha”. Com este poema, ele representou a personagem Ministro, que contracenou com a Miss Mijona.
“Tua banga vai acabar se meu coração arrombar, /Teu Jeep vai secar, /Teu celular vai apagar, /Tua bunda já não vai viajar, /Tua família já não vai te ligar. /Ainda tens a certeza que queres me deixar?”, dizia o Ministro.

Porém, Kardo Bestilo disse queentre os objectivos do Movimento Lev’Arte é o de humanizar através da arte.
O grupo foi criado em Julho de 2006, no bairro Vila Alice, em Luanda, e conta com uma publicação intitulada “Palavras”, editado pela EuroPress, em 2009.

As actividades da II Trienal de Luanda continuam, hoje à noite, com dança, do Centre Chorégraphique National de Caen, de França. Música angolana, com Carlitos Vieira Dias e Nástio Mosquito, está prevista para amanhã, e no domingo uma sessão de cinema com “Na Cidade Vazia”, de Maria João Ganga.

Francisco Pedro | - 17 de Setembro, 2010

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Encontro De Artes E Cultura Junta Angola E Brasil

A Casa de Cultura Brasil-Angola e o Movimento de Arte Lev Arte Angola promovem, no dia 22 deste mês, em Luanda, um encontro de arte e cultura entre os dois países, na qual envolverá poesia, música, humor e outros entretenimentos.


Segundo uma nota de imprensa da Embaixada brasileira a que a Angop teve acesso, o encontro inclui homenagem aos poetas brasileiros Augusto dos Anjos, Castro Alves e os contemporâneos Vinicius de Morais e Carlos Drumond de Andrade, além dos poetas angolanos Agostinho Neto, Alda Lara e Kardo Bestilo.

Durante o certame, a ter lugar no pátio da Casa de Cultura, será debatido “um dos géneros musicais brasileiros mais conhecidos no mundo, que completou 50 anos de existência no ano passado, Bossa Nova”.

Fruto da assinatura de memorando entre a Casa Cultura Brasil-Angola e o Movimento Angola de Arte Lev Arte Angola, “a iniciativa servirá para contribuir na difusão cultural brasileira entre os jovens angolanos e na consolidação da Casa de Cultura Brasil-Angola”, lê-se na nota.

Segundo o coordenador de evento do Lev Arte Angola, Milton Fernandes, “é louvável esse entendimento para a cooperação cultural, na medida em que se marca o início de uma proveitosa parceria”.


Fonte:AngolaPress
19-08-2009

Leves "PALAVRAS"

O restaurante Miami Beach, na Ilha de Luanda, foi o palco escolhido pelo Movimento Lev’Arte Angola para a apresentação do livro de poesia, Palavras.

O mesmo foi apresentado pelo professor e escritor Eduardo Bonavena, acompanhado do prefaciador Hugo Fuena e alguns autores presentes no livro. Com destaque para Nguimba Ngola e Júlia Talaia, vencedora do prémio Sonangol-Revelação 2008.

Antes da apresentação do livro os poetas do movimento brindaram os presentes com declamações de poesia, a actuação do quarteto poético e houve também trova com a cantora Nádia Pimentel 
e Wilmar Tembo.

Um dos objectivos do movimento Lev’Arte é incentivar o gosto pela leitura. Estiveram presentes no acto de lançamento mais de 500 pessoas. O livro ControVerso, de Kardo Bestilo também esteve em destaque nesta noite dedicada às letras.


Jandira Miranda
9 de Setembro de 2010

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Na Semana do Herói Nacional o Lev´Arte Declama POESIA...



Nos dias 10, 12, 17 e 19 de Setembro de 2010
Local: Belas Shopping
Hora: 15h00 as 18h00
Entrada: Livre
Linha da Arte: 927 00 17 80 e 927 05 15 50

Poesia ao vivo

Todas as quintas-feiras, o grupo Lev’Arte reúne mais de 200 pessoas para ouvir e declamar poesia. Objectivo: permitir aos jovens o acesso ao mundo da arte e da literatura.


A Lev’Arte é um movimento cultural que tem como objectivo levar aos mais novos o gosto pela leitura. As sessões decorrem todas as quintas-feiras na Chá de Caxinde em Luanda. Apesar de haver um programa pré-definido, o público pode inscrever-se para declamar um texto ou uma poesia, seja de um autor consagrado ou da sua criação. A iniciativa serve, por isso, também, para promover novos autores, assumindo--se como um espaço de divulgação daqueles que aspiram a tornar-se escritores e poetas.


O maior objectivo deste movimento cultural é trazer mais pessoas para os livros, em particular os jovens, e aumentar o seu conhecimento cultural. As entradas são livres. Mas a Lev’arte não se esgota nestas sessões. Promove iniciativas noutros locais e assume-se como um dos mais importantes veículos de divulgação da programação cultural do país.


Na última quinta-feira, a Lev’Arte iniciou uma campanha de recolha de materiais para crianças (roupa, brinquedos, livros, canetas, etc.), pedindo a quem vem às suas sessões de poesia que traga nem que seja uma “coisinha”. Esta campanha vai durar até Julho. Depois todos os materiais recolhidos serão entregues a instituições de apoio à criança. Nas sessões de poesia está a ser dado um espaço mais pequenos para recitar, dançar ou apresentar uma pequena peço de teatro.


Para este ano, os objectivos da Lev’arte são ambiciosos, querem juntar 15 mil pessoas nas sessões, sendo que vão alternar as suas apresentações entre o Cine Teatro (Chá de Caxinde) e o Instituto Camões. Vão também promover encontros em locais públicos e apoiar outros nas áreas mais diversas (música, teatro, artes plásticas, etc.). Decididamente eles levam a arte mais longe.

João Armando

Noites poéticas

Criar o gosto pela literatura e elevar a poesia 
é o mote da Lev’arte

Há três anos que a Lev’arte trabalha para tornar a poesia cada vez mais próxima dos ouvintes e dos leitores. Numa das últimas iniciativas, a Lev’Arte e o Instituto Camões, realizaram no Centro Cultural Português, um evento de Poesia ao vivo com o tema “A Voz da Plateia & Poesia”.

O auditório Pepetela encheu-se de jovens cheios de vontade de fazer e ouvir poesia. O público também fez ouvir-se, quer no palco, quer na plateia e partilhou com o grupo o seu trabalho. O escritor Nguimba Ngola, autor da obra Mátria, foi convidado especial na iniciativa. Durante o serão houve ainda tempo para a música, com a subida ao palco de muitos amigos da Lev’arte.

Para festejar o seu terceiro aniversário, a Lev’arte pretende continuar o ciclo de iniciativas, sempre com o objectivo maior de incentivar a leitura, a criatividade artística o gosto pela literatura e criar condições favoráveis à revelação de novos poetas e obras poéticas.

Joana Simões Piedade